
“Existem pessoas que estão constantemente a dar palpites na vida dos outros mas existem também aquelas que optam por nunca o fazer por não quererem influenciar. O facto é que estamos sempre todos a influenciarmo-nos uns aos outros, quer queiramos quer não.
Estamos todos ligados e é muito fácil termos exemplos disso se todos os acontecimentos estão ligados a outros acontecimentos que os provocaram. Se estivermos bem, a vibrar e emanar boa energia, facilmente tudo se interliga de forma favorável a todos os intervenientes de uma dada situação.
Mas vou começar por um exemplo simples e que pode acontecer facilmente. Imaginemos então que num determinado dia em que tinha horas marcadas, fosse para trabalhar, fosse por outro motivo qualquer, e em que já estava em cima da hora, o elevador não chega, porque algum vizinho o segurou por se esquecer de alguma coisa. O atraso provocado por isso pode servir para eu ficar irritada e nervosa por saber que chegarei atrasada, mas pode também impedir que eu tenha um acidente, ou que me cruze com algum perigo.
Ao entrar na irritação e no nervosismo, posso até ser eu a ter ou a provocar um acidente. E o que é um pequeno atraso se o reverso poderia ser algo com consequências graves?
O transito é um excelente exemplo de que estamos constantemente a influênciamo-nos. Influenciamos se damos a vez a alguém para entrar à nossa frente, pois o sítio e tempo onde se iria cruzar com outras pessoas, carros ou animais, muda totalmente, mas se não permitirmos que essa mesma pessoa entre na estrada, estamos igualmente a influenciar da mesma forma.
São muitos os exemplos que podia dar se o agir ou o não agir podem mudar tudo de um momento para o outro.
Se estamos conscientes disto, passa a ser da nossa responsabilidade estamos bem para que façamos o que é certo no momento certo. Para estar bem é preciso apenas não nos ligarmos aos maus sentimentos, a nervosismos, a estados mentais e ligarmo-nos mais à intuição, ao que sentimos, pondo de lado o ego e o julgamento.
Quando conseguimos estar a vibrar em frequências de amor que engloba a tolerância, a paciência, o não julgamento, a desmaterialização, a compaixão, a solidariedade, a caridade e muitos outros estados e formas de sentir, tudo flui de forma a sincronizar os propósitos de todos os envolvidos e tudo toma uma forma de encaixe de acontecimentos quase perfeita.
Vejo isto como as notas musicais que, se tocadas separadamente, nada transmitem, mas quando combinadas, formam as mais belas melodias, chegando ao mais profundo de ser de quem as ouve.
Comecem a reparar no fluir dos acontecimentos nos dias em que estão bem, em paz, tranquilos e comparem com aqueles dias em que estão nervosos e irritados e tirem as vossas próprias conclusões.
Os exemplos que dei são praticamente situações em que se influencia involuntariamente mas existem aquelas em que temos a noção de que estamos mesmo a influenciar conscientemente. Pois é, mas não estamos assim tanto porque a decisão de se deixar influenciar é de cada um. Imaginando que dou um conselho a alguém do género "Não faças isso", isto não vai impedir que a pessoa não faça, no máximo vai pô-la a pensar no assunto e o seu livre-arbítrio é que vai decidir como agir.
Devemos fazer ou deixar de fazer algo consoante a nossa consciência e o que sentimos, de forma a ficarmos bem, tranquilos, e sempre com a boa intenção como pano de fundo. Assim certamente iremos influenciar positivamente aqueles com quem nos conetamos. Às vezes basta um sorriso nosso para que o dia todo de outra pessoa mude para melhor. Não conseguimos ter a noção das repercusões mas acredito que uma boa ação elimina o efeito de muitas más.”
Fernanda Cruz
